Ciclo de conversas juntou investigadores e entusiastas à volta do património

A iniciativa 'Conversas com o Património', promovida pelo Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais, o Lab2PT e a Rede de Casas do Conhecimento levou ao B-Lounge da Biblioteca Geral da UMinho investigadores e entusiastas para debaterem as várias dimensões do património e as questões prementes que o põem em causa.

O estado do património, a sua valorização e preservação, foi o tema da 15ª e última sessão do ciclo ‘Conversas com o Património’, que ficou a cargo da Professora Catedrática Emérita Manuela Martins.

A iniciativa, promovida pelo Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais, o Lab2PT e a Rede de Casas do Conhecimento levou ao B-Lounge da Biblioteca Geral da UMinho investigadores e entusiastas para debaterem as várias dimensões do património e as questões prementes que o põem em causa.

O ciclo, que se iniciou em outubro de 2025, e tocou em múltiplas facetas do património – dos desafios das alterações climáticas à valorização do património artístico, natural, religioso e industrial, passando pelo património material ao imaterial, digital – terminou esta quinta-feira com uma intervenção focada na construção de “toda esta ideia de património” e os vários processos de valorização e proteção em funcionamento na Europa.

Os vários anos de estudo dedicados a esta área, a diversidade de perspetivas e a evolução do conceito de património ao longos dos anos fazem deste assunto uma “aventura extraordinária” que se associa, sobretudo, à sua valorização.

Na opinião da professora, este assunto torna-se mais complexo se tivermos em conta os múltiplos patrimónios que “são considerados e são visitadas por toda uma comunidade alargada de gente que se mobiliza, que viaja” só para os visitar.

“Às vezes não é tão importante saber quando é que o Coliseu de Roma foi construído, mas sim estar lá e vivenciar, e experienciar isso, e isso é um aspeto do património hoje”.

Manuela Martins explica alguns dos temas discutidos nesta sessão final

A iniciativa contou com o apoio da Rede ‘Casas de Conhecimento’ possibilitando a “criação de pontes” entre a Universidade e o território onde este território se encontra.

De acordo com Diana Mendes, dinamizadora destes encontros, o propósito foi “derrubar a ideia da Universidade e dos seus espaços fechados e pô-la a interagir com a comunidade”.

Com foco direcionado para quem contacta de perto com este património, o ciclo quis “perceber o porquê de este património ser importante para estas pessoas e de que forma é que podemos potenciar estas conversas à volta da proteção, de salvaguarda comunitária e patrimonial”.

Diana Mendes revela propósito do ciclo ‘Conversas com o Património’

O ciclo ‘Conversas com o Património’ contou com 29 dinamizadores e 13 moderadores e acolheu mais de 230 inscrições durante 15 sessões.

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José Brás
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Jornalista na RUM

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Carolina Damas
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