Câmara de Braga quer integrar Unidade de Saúde Campus Vilar no PT2030

CMB tinha assegurado 6.5ME do PRR, mas o projeto fracassou com o atraso da passagem da titularidade do terreno por parte da ESTAMO em tempo útil.

O Município de Braga vai procurar uma segunda oportunidade para a construção da Unidade de Saúde Campus Vilar, através do Portugal 2030, após ter falhado o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, Cláudia Joaquim, anunciou na quarta-feira que os centros de saúde que não consigam cumprir os prazos apertados do PRR poderão ter uma segunda oportunidade.

Contactada pela RUM, fonte do município confirma que a autarquia vai procurar assegurar o financiamento por via do PT2030 aguardando ainda a passagem da titularidade do terreno, processo que impediu, precisamente, a execução da Unidade de Saúde de Vilar com fundos do PRR.

Resta agora esperar pelo final do primeiro semestre, altura em que a Agência para o Desenvolvimento e Coesão promete ter um retrato claro de quantos e quais projetos passarão do PRR para o Portugal 2030.

A ESTAMO é a entidade responsável pelo processo de transição de titularidade entre ministérios. Tem como missão criar valor para o acionista último, o Estado, através da gestão de ativos imobiliários não estratégicos adquiridos a este ou a outras entidades públicas, arrendando-os ou alienando-os em condições concorrenciais de mercado, em regra na sequência de processos de reconversão e/ou maximização do respetivo valor.

Unidade de Saúde Campus Vilar vai ser construída junto ao campus de Gualtar da Universidade do Minho

A Unidade de Saúde Campus Vilar, recorde-se deverá agregar, no mesmo polo, vários centros de saúde de Braga que funcionam em edifícios que não são propriedade do Estado central, entre os quais, Bracara Augusta, São Geraldo, a UCC Assussena Lopes Teixeira, assim como a URAP Braga.

O futuro equipamento de grande envergadura contará com vários edifícios contíguos e entradas separadas.

O investimento total estimado rondava, na ocasião, os 7.5ME, dos quais cerca de 6.5ME seriam financiados através do PRR. Os outros custos relacionados com infraestruturas viárias e arranjos envolventes ficariam a cargo do Município de Braga.

Ainda no caso de Braga, os restantes investimentos em centros de saúde via PRR estão a decorrer dentro dos prazos previstos.

Foi em outubro de 2023 que o então presidente de câmara, Ricardo Rio confirmou à RUM que o projeto tinha financiamento assegurado do PRR, especificando a sua localização e a resposta que pretendia dar à comunidade de utentes.

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Elsa Moura
Elsa Moura

Diretora de Informação

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