Ricardo Ribeiro estreia-se no Theatro Circo com “peso emocional” redobrado para apresentar novo disco

O Theatro Circo recebe este sábado, pela primeira vez em nome próprio, Ricardo Ribeiro, figura incontornável do Fado contemporâneo. O espetáculo, agendado para sala principal, às 21h30, marca ainda a apresentação do novo disco, intitulado ‘A alma só está bem onde não cabe’, que vai ser lançado em março.
Para o fadista, a arte surge precisamente dessa incapacidade da alma se limitar ao corpo. Aos microfones da RUM, Ricardo Ribeiro revela que o concerto em Braga tem um peso emocional redobrado e “significado muito especial” e que vai ser uma homenagem a Rui Gomes Pereira, uma de suas amizades antigas.
Após o sucesso de ‘Terra Que Vale O Céu’, álbum editado de 2023, que lhe valeu o prémio de Melhor Álbum de Fado nos PLAY – Prémios da Música Portuguesa 2024, o novo disco explora a necessidade de “desapegar das fibras dos sentimentos” e a busca pela beleza através da arte. Ricardo Ribeiro descreve o seu processo criativo como um “assalto” emocional provocado pelos poemas e pelas músicas que lhe chegam.
Como exemplo, destaca o tema ‘Má sorte’, fruto de uma parceria com Ana Moura, que traz, na ótica de Ricardo Ribeiro, “elegância, beleza e delicadeza” consideradas essenciais para a composição. O disco conta ainda com a produção de Agir, nome artístico de Bernardo Correia Ribeiro de Carvalho Costa, cantor, compositor e produtor português.
Embora explore novas sonoridades, o músico afirma que se mantém fiel à essência do género e rejeita a palavra “evoluir”, preferindo falar de uma mudança natural. Ricardo Ribeiro refere que prefere utilizar a metáfora de uma árvore, onde “nenhum galho é igual ao outro”, o que resulta em diferentes visões e os múltiplos caminhos do Fado, que mantém as características que o tornam inconfundível. “O Fado canta a vida”, remata.
c/ Carolina Damas
