Semana Santa de Braga com programa reforçado e impacto económico crescente

Um evento singular para a cidade de Braga, tanto a nível religioso, como económico e cultural, a Semana Santa de Braga 2026 está marcada naturalmente para a última semana da Quaresma, de 29 de março a 5 de abril. Já a partir do dia 18 deste mês, está disponível um “itinerário especial” de atividades religiosas, em vários espaços da cidade, que aliam atividades culturais a celebrações liturgicas.
Uma festa de “Braga para Braga e para o mundo”, a Semana Santa de 2026 quer ser uma “época rica em tradições religiosas e culturais” que põe fim à Quaresma com um programa repleto de procissões, rituais e celebrações “sempre com foco na paixão, morte e ressurreição de Cristo”.
Foi assim que o cónego Avelino Amorim, presidente da Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga, apresentou na manhã desta quinta-feira o programa da Semana Santa de Braga para 2026, na Sacristia-Mor da Sé de Braga.
Esta edição, para além das liturgias e procissões habituais, contempla já a partir do dia 18 de fevereiro, várias iniciativa culturais aliadas à religiosidade, com especial destaque para a ’24 Horas com o Senhor’, a decorrer em diversas igrejas da cidade no dia 13 de março.
Já no programa regular, “depois de quatro edições bem sucedidas e com crescente grau de participação”, o concurso ‘A Semana Santa de Braga’ volta a desafiar as crianças do primeiro ciclo do município a criar desenhos relacionados com a solenidade, assim como a segunda edição do concurso de criatividade sénior ‘Cruzes Floridas’ que pretende “valorizar e divulgar a criatividade” dos mais idosos.
A acessibilidade e a sustentabilidade continuam a ser preocupações alinhadas nesta edição.
Para além da criação de espaços reservados e apropriados para as pessoas com mobilidade reduzida, o programa acolhe, ainda, a colaboração do Instituto de Reabilitação e Integração Social e a sua Via Sacra ‘Da Tradição à Inclusão’ no dia 2 de abril.
Ainda que o estudo de impacto ambiental, apresentado em 2025, tenha revelado que o evento tem uma “pegada ecológica significativamente reduzida”, a Comissão assegurou estar a trabalhar em soluções abrangentes, nomeadamente a colaboração, habitual com os Transportes Urbanos de Braga, e um possível protocolo com a Comboios de Portugal que promova “alternativas sustentáveis ao transporte particular”.
Assumindo que “a arte e a cultura são particularmente importantes na preparação das vivências da fé cristã” o cónego destacou ainda dois momentos “do vasto conjunto de propostas culturais”: a inauguração, a 14 de março, da exposição ‘Os Loghismoí de Evágrio Pôntico e o Apocalypsis Iesu Christi segundo Giancarlo Pavanello’ e no seguimento, a 30, a apresentação do livro ‘A Estrela e o Espelho’ com uma reflexão polifónica sobre o tema dos pecados capitais.
Primeira Semana Santa enquanto autarca é vivida especialmente
Ainda que esta seja a primeira Semana Santa que João Rodrigues vive enquanto autarca, o sentimento apenas é carregado com uma dose extra de “responsabilidade”, tendo em conta que o “município assume uma enormíssima responsabilidade na concretização de tudo o que é apresentado” nesta época.
Por isso, para o autarca, é importante que esta “não seja só mais uma tradição que se arrasta”, mas que vá “melhorando de ano para ano e que se vá qualificando”.
“Do ponto de vista do município, nós temos a obrigação de continuar a prestar todos aqueles que são os apoios que nos são necessários para que tudo se desenvolva da melhor maneira.”
Impacto económico esperado é superior ao do ano passado
Com um “novo máximo histórico” atingido no ano passado, a Semana Santa de Braga 2026 vê as fasquias e as expectativas dos empresários bracarenses aumentadas significativamente.
De acordo com o barómetro da Associação Empresarial de Braga (AEB), na edição anterior foram gerados 14,6 milhões de euros, resultado de um crescimento “expressivo” das transações de visitantes nacionais e estrangeiros, “com especial destaque para os mercados francês e espanhol”.
Segundo Daniel Vilaça, presidente da AEB, este desempenho “consolida a Semana Santa como um dos mais relevantes e dinamizadores económicos de Braga”, por isso, este ano, a expectativa “é particularmente elevada.”
“A Semana Santa é uma marca estratégia de Braga e as empresas são parte fundamental da sua força e, por isso, deixo muito claro ao tecido empresarial: envolvam-se, ativem montras, criem produtos temáticos, ajustem horários, reforcem equipas, promovam experiências diferenciadoras e comuniquem a vossa ligação ao evento”.
Para este ano, com base no impacto de 2025, e assumindo condições meteorológicas favoráveis, a AEB projeta um crescimento de entre 5 e 10 por centro, o que corresponde a um impacto económico estimado entre 15,3 e 16 milhões de euros.
