Responsabilidade partidária e institucional levam Paula Brito a assumir candidatura ao CDS de Braga

Paula Brito quer contribuir para a renovação do CDS-PP de Braga e recuperar a participação dos bracarenses espalhados pelas diferentes freguesias do concelho, assumindo que os centristas têm perdido força no território. A docente, com militância há quase quarenta anos no CDS-PP, espera suceder a Altino Bessa na liderança da comissão política concelhia e conta na comissão de honra com o militante nº1, Mendes Carvalho.
Com eleições previstas para este ano de 2026, Paula Brito surge na corrida e apresentou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, as motivações para se candidatar e as linhas gerais do que defende para o futuro do partido na cidade dos arcebispos.
A docente com mais de trinta anos dedicados ao ensino, tinha surgido como nº6 na lista da coligação Juntos por Braga à Câmara Municipal de Braga nas autárquicas de outubro passado [tendo falhado a eleição] e afirma que se apresenta a sufrágio por responsabilidade partidária e institucional.
“Assumo como prioridade uma política de proximidade, que escuta os cidadãos, respeita as freguesias e valoriza o papel da rede social” – Paula Brito
“Esta candidatura não nasce de uma ambição pessoal nem de uma disputa interna, nasce de um sentido de responsabilidade partidária e institucional. Braga é hoje um concelho dinâmico, jovem e em crescimento, mas enfrenta desafios exigentes: o acesso à habitação, a mobilidade, a coesão social, a segurança, a sustentabilidade ambiental e a necessidade de um desenvolvimento económico que não deixe ninguém para trás. Assumo como prioridade uma política de proximidade, que escuta os cidadãos, respeita as freguesias e valoriza o papel da rede social”, elencou diante de alguns órgãos de comunicação social local presentes.
Com o CDS-PP a integrar desde 2013 o executivo municipal de Braga através da coligação Juntos por Braga, a candidata aponta a uma política de proximidade e recusa que a concelhia seja um espaço de sobrevivência política. Instada a responder se essa seria uma mensagem para o seu adversário, Luís Pedroso, com uma militância mais recente no CDS-PP, recusa a colagem, mas vinca a sua ligação de décadas ao partido.
“Quem me conhece, eu estou no CDS há 40 anos. Eu fui uma segunda linha do CDS, com muito gosto, porque tive as minhas prioridades. Como jovem, a parte da formação académica, depois, a minha prioridade profissional, sou professora, e a família. Hoje tenho uma disponibilidade que não tinha”, clarificou.
“Nunca houve nenhuma mulher em Braga a liderar o CDS, mas poderá ser agora”
O CDS local poderá pela primeira vez na sua história ser liderado por uma mulher, e nessa matéria Paula Brito recordou o movimento de Mulheres Centristas que existiu no passado mencionando personalidades que a inspiraram na caminhada como militante, nomeadamente a antiga deputada Luísa Raposo e em Braga, Maria Dália Lima e Helena Pimenta de Castro. “Foram as senhoras que me motivaram, que me incentivaram a estar mais presente na política. Nunca houve nenhuma presidente mulher em Braga, não aconteceu, mas já houve muitas mulheres que trabalharam e que tiveram um papel muito importante no CDS em Braga. Não aconteceu, mas poderá ser agora”, atirou.
Mendes Carvalho, militante nº1, que no passado assumiu diferentes funções nomeadamente como deputado na Assembleia da República e vereador na câmara de Braga, é um dos apoiantes de Paula Brito tendo surgido hoje ao lado da candidata.
Filha de um dos fundadores do CDS-PP e ligada desde tenra idade ao partido, Paula Brito defende a premissa de que “quando o CDS governa, a concelhia não pode ser um espaço de ambição pessoal, nem de sobrevivência política”, mas sim “um instrumento de estabilidade, confiança e responsabilidade coletiva”. Reitera que liderar a comissão política concelhia de Braga será um “compromisso de trabalho, não de expectativa”, conjugado com uma abertura ao diálogo e à construção de soluções conjuntas.
A candidata assume-se uma defensora da atual liderança concelhia, mas também da relevância do papel de Altino Bessa no executivo municipal de Braga representando um dos quadros do CDS-PP. Manifestando satisfação pelo legado do centrista, Paula Brito quer insistir na proximidade às freguesias e na captação de quadros diversos para o CDS-PP, dos jovens aos menos jovens, dando também esse sinal acompanhada pelo militante nº1 assim como pelo militante mais jovem a integrar o CDS em Braga.
Segundo a candidata está já a decorrer um processo de auscultação de ideias e propostas tendo em vista a elaboração de um plano para o mandato que pretende cumprir, caso mereça a confiança dos militantes.
Luís Pedroso, com uma militância mais recente no CDS-PP, também é candidato

Luís Pedroso também pretende avançar com uma candidatura à liderança da concelhia centrista liderada atualmente por Altino Bessa.
Com uma militância de pouco tempo, quando comparado com Paula Brito, o antigo presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade começa por justificar a vontade de assumir a presidência do CDS-PP de Braga no decorrer do que diz ter sido um desafio lançado pelo atual presidente, Altino Bessa.
À RUM, Luís Pedroso assume que se candidata depois de “um desafio praticamente feito pelo presidente da concelhia, Altino Bessa, há um ano”.
“Quero dar continuidade ao trabalho espetacular que ele [Altino Bessa] desenvolveu nos últimos anos”, disse. Na ótica de Luís Pedroso a existência de mais do que uma candidatura “quer dizer que o partido está com pujança” e “faz muita falta à cidade e ao país”. “Há quem diga que somos poucos. Somos poucos mas somos bons, temos alguns quadros importantes”, acrescentou.
As eleições para a comissão política concelhia do CDS-PP de Braga ainda não estão agendadas uma vez que a data só poderá ser marcada após a realização do congresso nacional do CDS, que decorrerá em março ou abril.
