Falta de separação de resíduos custa 3,5ME aos municípios da Braval

Por outro lado, em 2025, a empresa recolheu mais 450 toneladas de resíduos recicláveis nos ecopontos.
Palavras de Pedro Machado.

Os concelhos de Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde “desperdiçaram”, no último ano, cerca de 3,5 milhões de euros por não separarem o lixo corretamente. Os números, apresentados pelo diretor Executivo da Braval, Pedro Machado, à RUM, mostram que embora a reciclagem esteja a subir, a fatura do lixo indiferenciado continua a pesar no bolso dos cidadãos.

No último ano, a empresa recebeu um total de 115.638 toneladas de resíduos indiferenciados (lixo comum) provenientes dos seis concelhos de atuação da Braval, um aumento de 1.597 toneladas face a 2024. De acordo com Pedro Machado, o cenário é preocupante porque cerca de 40% deste total, o que significa mais de 45 mil toneladas, é “composto por materiais recicláveis que deveriam ter sido colocados no ecoponto”. O valor é superior ao registado em 2023 pela empresa, que acendia aos 2,6ME.

Esta falha na separação na origem impede, segundo o responsável, a valorização dos resíduos e obriga ao pagamento da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) ao Estado, que atualmente é de 40euros por tonelada e sofrerá aumentos anuais de 5€ até 2030, o que leva às autarquias “desperdiçam cerca de 3,5 milhões de euros.

Por outro lado, em 2025, a empresa recolheu mais 450 toneladas de resíduos recicláveis nos ecopontos, sendo no total 19.357 toneladas, o que representa um aumento de 2,4% em comparação ao ano anterior. No entanto, este volume ainda não foi suficiente para atingir a barreira das 20 mil toneladas nem para cumprir as metas ambientais exigidas.

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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Carolina Damas
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