Presidente da AAUMinho não vê como prioritário alterar modelo de ingresso no ensino superior

Em entrevista à RUM, Luís Guedes assume alguma “preocupação” apontando que o regresso a este modelo pode transparecer “facilitação” no ingresso no ensino superior.

O presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho), Luís Guedes discorda da alteração do modelo de acesso ao ensino superior, acusando o ministério de Fernando Alexandre de se contradizer face às declarações proferidas depois de conhecidos os resultados de acesso ao ensino superior em 2025/2026 e considerando até que seria necessário estabilizar um modelo para se proceder a uma avaliação rigorosa sobre eventuais mudanças.

A partir de 2026/2027, as instituições de ensino superior poderão voltar a exigir apenas uma prova de ingresso, segundo um diploma aprovado em Conselho de Ministros na semana transata, que acaba com a obrigatoriedade de os alunos realizarem, pelo menos, duas provas.

Em entrevista à RUM, Luís Guedes assume alguma “preocupação” apontando que o regresso a este modelo pode transparecer “facilitação” no ingresso no ensino superior.

Ainda que com elogios às alterações em matéria de ação social, Luís Guedes assume que a redução do número de provas de ingresso aprovada pelo governo para o novo ano letivo não seria uma questão prioritária para o movimento estudantil.

A mudança reverte uma decisão do governo socialista e permite que as instituições voltem a aplicar a regra que vigorou até 2024.

O decreto-lei restabelece a possibilidade de fixação de entre uma e três provas de ingresso para cada curso: Nos dois próximos anos letivos, as instituições poderão acrescentar “dois elencos alternativos de provas para ingresso em determinado curso, cada um constituído por uma única prova de ingresso”, explicou a tutela.

O ministério decidiu alterar as regras depois da redução de caloiros no ensino superior este ano letivo, em que passaram a ser exigidas, pelo menos, duas provas de ingresso.

Universidades e politécnicos apontaram o dedo ao novo modelo de acesso, considerando que o aumento de provas era um dos motivos para a redução de colocados, que este ano atingiu valores próximos aos registados há quase uma década.

O presidente da AAUMinho alerta ainda para a extinção da FCT e para o ambiente de apreensão que paira na comunidade científica.

A entrevista completa de Luís Guedes no programa Campus Verbal já está disponível em podcast

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Elsa Moura
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Carolina Damas
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