No mercado de transferências de inverno, a maior venda saiu de Barcelos

O Gil Vicente foi quem mais sorriu na hora de vender. Os barcelenses foram os campeões das receitas de inverno, arrecadando mais de 20 milhões de euros. A venda do avançado Pablo Felipe ao West Ham, por 23 milhões fixos, fixou-se como a maior transação deste período.
Os principais destaques do mercado de inverno

O mercado de transferências de inverno fechou e confirmou uma tendência histórica: nunca se gastou tanto dinheiro no futebol português.

Pela primeira vez, o investimento total na I Liga superou a barreira dos 400 milhões de euros numa só época.

Os três ‘grandes’ bateram recordes históricos de despesa mas, curiosamente, a maior venda deste inverno não saiu de Lisboa nem do Porto, mas sim de Barcelos.

O futebol português entrou numa nova dimensão financeira. Com o fecho das inscrições, a contabilidade final da temporada 2025/26 revela um investimento global de 424,9 milhões de euros. É um novo máximo histórico, que pulveriza o recorde anterior por mais de 140 milhões.

O líder FC Porto acentuou o maior investimento da sua história. Sob a presidência de André Villas-Boas, os dragões chegaram aos 119 milhões de euros de gastos totais, reforçando-se agora com nomes como Pietuszewski e o veterano Thiago Silva.

No entanto, a carteira mais pesada deste inverno foi a do bicampeão Sporting. Os leões investiram 20,5 milhões de euros em janeiro, com o extremo brasileiro Luís Guilherme a tornar-se a contratação mais cara deste mercado, por 14 milhões.

O Benfica não ficou atrás e bateu o seu próprio recorde de 2020. Com os regressos de Lopes Cabral e Rafa Silva, as águias elevaram o investimento anual para os 116 milhões de euros.

Mas se os grandes gastaram, o Gil Vicente foi quem mais sorriu na hora de vender. Os barcelenses foram os campeões das receitas de inverno, arrecadando mais de 20 milhões de euros. A venda do avançado Pablo Felipe ao West Ham, por 23 milhões fixos, fixou-se como a maior transação deste período.

Destaque ainda para o Rio Ave e o Famalicão, que aproveitaram a janela para realizar vendas superiores a 10 milhões de euros cada, provando que o talento na I Liga está cada vez mais inflacionado.

Com o mercado fechado nas principais ligas europeias, as equipas focam-se agora no terreno de jogo, onde se decide a sustentabilidade de orçamentos que nunca foram tão ambiciosos.

Ao todo, a I Liga arrecadou 527 milhões de euros em vendas esta época, mas o saldo líquido face ao investimento confirma que os clubes portugueses estão a arriscar mais do que nunca para atingir o sucesso desportivo.

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Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

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