Proposta da IL coloca estudo para Metro Ligeiro em Braga no Orçamento de 2026

A rede de transportes de Braga vai ser alvo de um estudo técnico profundo para avaliar a implementação de um sistema de metro ligeiro. A proposta, apresentada pela Iniciativa Liberal (IL), foi acolhida pelo executivo municipal e inscrita no Orçamento para 2026. O objetivo é criar uma “base sólida” que evite decisões precipitadas e garanta que a cidade está preparada para os desafios da mobilidade nas próximas décadas.
Rui Rocha: Planear hoje para o horizonte de 2040
Após a reunião do executivo, o vereador Rui Rocha sublinhou a expectativa de que estas propostas “venham a ser refletidas em concreto na execução” orçamental. Focado no que considera ser o pilar de uma nova rede de transportes, o vereador destacou a avaliação de uma solução de metro de superfície como uma prioridade absoluta. Para a IL, as alterações recentes no dossier do BRT obrigam a autarquia a projetar a cidade num “horizonte mais alargado”.
Rui Rocha justifica a urgência de antecipar o planeamento para evitar o desfasamento entre as necessidades da população e a resposta municipal:
“É preciso olhar para o que pode ser a mobilidade em Braga, na zona urbana nomeadamente, mas não só, daqui a 5, 10, a 15 anos”, afirmou, avisando que o imobilismo tem custos elevados. “Se não começarmos de imediato a preparar essa visão, o tempo passa e a realidade é mais veloz do que o município.”
O compromisso com esta análise estratégica encontra-se formalizado na Proposta de Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026 (página 662). O documento oficial detalha a visão do município para este dossier:
“Em 2026, o Município avançará com o estudo da viabilidade de um sistema de metro ligeiro em Braga, assumindo desde já uma abordagem rigorosa e responsável: antes de qualquer decisão de investimento, importa avaliar com seriedade a adequação técnica, financeira e territorial de uma solução desta escala.”
O estudo permitirá ainda identificar os corredores com maior procura e definir a integração do sistema com a rede dos TUB, o BRT e a ligação à estação de Alta Velocidade. Segundo o documento, mais do que anunciar obras, o foco é garantir que qualquer passo seja sustentado por evidência e traga benefícios claros para o quotidiano das pessoas.
Embora a dotação orçamental para 2026 assegure a viabilidade financeira do projeto, o processo encontra-se ainda no seu estágio inicial de definição. Segundo fontes da autarquia, o atual documento serve como uma base de trabalho técnica que estabelece as linhas mestras para os próximos passos administrativos.
Antes de se proceder à abertura do procedimento concursal, o município realizará uma consulta ao mercado. Esta etapa é fundamental para o levantamento de preços e para a definição do preço base do concurso, garantindo que o caderno de encargos reflete os custos reais de um estudo desta complexidade. Só após esta fase de auscultação e da respetiva validação técnica é que se avançará para a adjudicação.
