PS pede garantias ao Governo de construção do nó de acesso de Vizela à A11

O Partido Socialista quer garantias do Governo sobre se a construção do nó de acesso à autoestrada A11, em Vizela, está incluída na proposta à nova comissão de negociação da concessão da Brisa. O grupo parlamentar socialista apresentou um conjunto de questões ao Governo sobre esta matéria, mas a convicção é de que “se mantenha o compromisso com os vizelenses”.
Em causa está à publicação do despacho n.º 15154/2024 de 27 de Dezembro que dissolve a comissão de negociação da concessão à Brisa anterior, cuja proposta já incluía o estudo da obra com garantias do Governo, por uma nova comissão.
À RUM, a deputada socialista vizelense Irene Costa disse que a questão foi colocada nas audições regimentais realizadas no Parlamento, a 30 e 31 de outubro de 2025, bem como em anos anteriores, e foi sempre considerada.
“Eu acredito, mediante aquilo que o Senhor Secretário de Estado me disse nas audições, de forma perentória, que o assunto estava nas concessões rodoviárias, que era um assunto a ser estudado, eu acredito que, de facto, a resposta vai ser positiva.”
Assim, perante a renegociação, a deputada acredita que o compromisso será mantido, classificando as questões colocadas pelo grupo parlamentar apenas como uma salvaguarda.
Admitindo a hipótese de a obra não vir a ser integrada na negociação da concessão, os deputados do PS exigem uma alternativa. Nesse cenário, questionam se o Governo dará instruções à Infraestruturas de Portugal para avançar com os projetos de execução necessários, com vista à futura inscrição da obra em sede orçamental.
Desenvolvimento regional pode contribuir para resposta positiva
A deputada sublinha, ainda, que este é um problema com “quase 20 anos” que põe em causa, não só o desenvolvimento industrial e turístico na área, como a segurança rodoviária.
A esta questão soma-se ainda os recentes desenvolvimentos na rede rodoviária na região, nomeadamente a conclusão do Nó de Gamil, em Barcelos, e o financiamento por parte do Governo da Variante Externa de Braga, que a deputada acredita darem força a este problema.
“É um distrito com uma atividade económica muito forte. Braga é um grande contributo para o desenvolvimento de todo o nosso território, e portanto, eu penso que estas questões são sempre consideradas na avaliação que o Governo fará destas obras”.
O Governo tem um prazo de 60 dias para responder às questões colocadas pelos deputados.
