Investigadores da UMinho e DTx criam robô colaborativo sensível ao esforço dos trabalhadores

A grande inovação está na capacidade do robô de monitorizar, em tempo real, o estado da tarefa e a dinâmica de interação, ajustando as suas decisões caso identifique erros ou fadiga no parceiro humano.
Palavras de Estela Bicho.

Investigadores da Universidade do Minho (UMinho) desenvolveram uma tecnologia inovadora que promete transformar a interação entre humanos e máquinas no ambiente fabril. O projeto I-CATER (‘Intelligent Robotic Coworker Assistant for Industrial Tasks with an Ergonomics Rationale’), desenvolvido pela Escola de Engenharia (EEUM), no campus de Guimarães, deu origem a uma nova geração de robôs colaboradores.

Aos microfones da RUM, Estela Bicho, docente do Departamento de Eletrónica Industrial da EEUM, sublinha que, ao contrário dos modelos tradicionais isolados em sequências físicas pré-programadas, os chamados robotic coworkers “são conscientes dos operadores humanos”. O sistema, aponta, é capaz de ler as intenções motoras dos trabalhadores, compreendendo o que o operador quer fazer e porquê, “se estes cometem erros ou não”, e aprender novas tarefas através da demonstração.

A grande inovação, destaca, está na capacidade do robô de monitorizar, em tempo real, o estado da tarefa e a dinâmica de interação, ajustando as suas decisões caso identifique erros ou fadiga no parceiro humano. Segundo a responsável, o robô converte estas decisões em comportamento motor e comunicação verbal, explicando passos e monitorizando hesitações, “o que contribui diretamente para a redução da carga física e cognitiva do trabalhador”.

Fotografia: Marceo Hermsdorf/RUM

Com um financiamento de 247 mil euros pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, o projeto contou com a colaboração do Centro Algoritmi, do Centro de Matemática da UMinho e do DTx CoLab. “Somos apologistas que precisamos de uma verdadeira simbiose entre robôs e humanos”, refere

Estela Bicho, que contou com a colaboração de Pedro Arezes, do Departamento de Produção e Sistemas e atual reitor da UMinho, aponta que os robôs como o Rambo e o Sawyer, utiliza arquiteturas de controlo neurocognitivas inspiradas no funcionamento do cérebro humano para garantir que os movimentos da máquina sejam “suaves, seguros e fáceis de interpretar”.

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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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Carolina Damas
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