Temporal em Braga com chuva intensa e fortes rajadas de vento

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou quase 100 ocorrências entre as 00:00 e as 06:30 relacionadas com o mau tempo por causa da depressão Joseph.
A maioria das ocorrências deveu-se a queda de árvores, inundações de estruturas ou superfícies por precipitação intensa, limpezas de via, queda de estruturas e movimentos de massa.
As zonas mais afetadas foram o alto Minho, Porto, Aveiro, Coimbra e Grande Lisboa.
Fonte da Guarda nacional Republicana (GNR) adiantou há Lusa que há muitas estradas cortadas em Portugal continental.
Analisando de forma particular os concelhos de Braga e Guimarães, o temporal da última noite resultou em várias inundações e há nesta altura estradas cortadas, como é exemplo disso, em Guimarães, a ponte que liga S. Cláudio de Barco a Santa Eufémia de Prazins devido à subida do caudal da água.
O mau tempo provocou sobretudo queda de árvores e inundações durante a última noite. De acordo com a Proteção Civil, entre a meia noite e as seis da manhã foram registadas aproximadamente cem ocorrências.
Em Braga ainda não foi possível apurar junto da proteção civil municipal o número e tipo de ocorrências registadas, mas de acordo com o site da proteção civil, a listagem não era significativa esta manhã, com destaque para Celeirós com uma inundação de estruturas que mobilizou uma viatura de bombeiros pelas oito e meia da manhã, o mesmo em Lomar e Arcos, enquanto na união de freguesias de Morreira e Trandeiras os bombeiros foram chamados para a remoção de uma árvore na estrada.
O impacto na degradação do piso em várias artérias da cidade de Braga é outra evidência. Ontem ao início da noite, um buraco de dimensão considerável na avenida António Macedo, sentido estação Minho center provocou alguns sustos e estragos em viaturas, com a IP a ser chamada ao local.
Todas as previsões apontam para a persistência de chuva e vento nos próximos dias.Ontem mesmo, o presidente da APA alertava para a subida considerável do caudal dos rios, nomeadamente no Minho.
Ao longo da manhã informativa, a RUM irá continuar a acompanhar as consequências do temporal, de forma particular na região.
Todos os distritos do território continental estão debaixo de aviso amarelo por causa do vento forte, com rajadas até 80 quilómetros por horas, sendo até 100 nas terras altas, até às 15h00 e entre as 3h00 e as 9h00 de quarta-feira.
Fechadas mais de duas dezenas de estradas nacionais e municipais
Vinte e cinco estradas nacionais e municipais estavam, às 7h00, interditadas devido a inundações ou desmoronamento nas regiões Norte e Centro, de acordo com a Guarda Nacional Republicana.
Estavam assim interditadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 9-1 (Estrada da Lagoa Azul) no Linhó, concelho de Sintra, EN 10 Torres do Mondego, em Coimbra, EN 262 em São Romão do Sado, em Setúbal, e EN 365 na Golegã, em Santarém.
A circulação estava igualmente interrompida na EN 3-2 em Valada, no Vale de Santarém, EN 8-2 em Casal Lourim, na Lourinhã, EN 205-1, em Rio Tinto, em Braga, e EN 301 em Argela, em Viana do Castelo, e EN 358-2 em Constância, no distrito de Santarém.
Ainda segundo a GNR, citada pela agência Lusa, estavam fechadas vias na Serra da Estrela, a Nacional 102, ao quilómetro (km) 53,4, em Torre de Moncorvo (Bragança), EN 316 ao quilómetro 37, em Macedo de Cavaleiros (Bragança), a Estrada Municipal (EM) 511 em Merujal (Arouca), EM 1227 Noninha em Arouca, ER 326 em Cando, ER 311, Rio Douro, Cabeceiras de Basto e Várzea (Braga).
Encontravam-se ainda encerradas a EM 1133, Estrada de Santo António, em Riba de Mouro (Viana do Castelo), EN 110 km 4,8 entre Penacova e Coimbra, EM 1416 em Moradias, Pampilhosa da Serra, EM 547 em Alto do Fajão, Vila Pouca de Aguiar (Vila Real), EN 344 em Castanheira da Serra (Coimbra), EM 1355 em Covanca, em Pampilhosa da Serra, EN 236 em Casal Novo (Coimbra), e EM 1374 em Barrica Grande-Portela de Unhais (Covilhã).
Os 18 distritos estarão igualmente sob aviso amarelo entre as 3h00 e as 9h00 de quarta-feira devido à previsão de chuva por vezes forte.
c/Lusa e RTP
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