UMinho. Marco Gonçalves assume presidência da escola de direito para renovar ensino, investigação e contacto com a sociedade

Marco Gonçalves é o novo presidente da Escola de Direito da Universidade do Minho (EDUM). O já presidente interino da unidade orgânica, desde o final de 2025, efetivou, esta sexta-feira, o lugar no cargo com um plano centrado em três pontos basilares: o ensino, a investigação e a interação com a sociedade.
Para os próximos três anos, o plano do dirigente foca-se na revitalização de toda a oferta formativa, desde a renovação da licenciatura em Direito, tornando a “mais atrativa, mais atual”, à criação de novos cursos “dirigidos à sociedade, aos profissionais” de forma a que “o Direito acompanhe a evolução da sociedade”.
Já na investigação, os objetivos do dirigente passam por uma projeção, cada vez mais forte, do “trabalho de excelência” que se produz na Escola, de forma a criar “impacto na sociedade”.
Marco Gonçalves considera que esta também pode ser uma solução para atingir o terceiro objetivo, que se encerra na interação com a sociedade. Contudo, aqui os planos contemplam, ainda, uma “maior ligação aos parceiros estratégicos, aos alumni, às relações externas e os protocolos”.
“A escola só pode projetar-se para o futuro se também interagir com a sociedade que a envolve”
É precisamente neste ponto que novo presidente encontra grande parte dos desafios para a EDUM. “O Direito vive, na verdade, atualmente, um desafio que me parece central, que é acompanhar a evolução da tecnologia da sociedade”, diz.
Com novas áreas a surgir, do direito espacial à inteligência artificial, é essencial que o Direito acompanhe os desafios da sociedade, quer no ensino, quer na investigação, para que “garanta uma sociedade mais humana, mais digna e mais justa”.
Também Pedro Arezes, reitor da Universidade do Minho, acredita que a EDUM, e o próprio ensino do Direito, têm alguns desafios. Ainda assim, relembra que esta é “uma das Escolas mais bem-sucedidas” da UMinho, sobretudo naquilo que diz respeito à atratividade dos alunos, que em grande parte se deve à oferta “muito variada e atrativa”.
Ainda que a consolidação da Escola tenha sido feita “da melhor forma”, para o reitor existe “margem para aumentar”.
“Uma escola como a de Direito tem de ter pretensões também a aumentar e a ficar cada vez maior”
Com cerca de 1700 estudantes, a EDUM regista uma procura muito superior à oferta disponível. Nas licenciaturas, a procura é cerca de 13 vezes superior à oferta e, nos mestrados, é aproximadamente o dobro.
Para atingir estes objetivos, Marco Gonçalves conta, para o triénio 2026-2029, com o trabalho dos vice-presidentes Rossana Martingo Cruz (Ensino), Flávia Noversa Loureiro (Investigação) e Pedro Jacob Morais (Interação com a Sociedade e Internacionalização).
