PS defende tram-train a ligar Braga a Guimarães e quer novos acessos ao Hospital

Em relação à suspensão da linha vermelha do BRT, Pedro Sousa diz que CMB veio dar razão à ideia defendida por António Braga
Pedro Sousa, presidente da concelhia de Braga do PS e vereador da oposição no executivo municipal

O Partido Socialista diz que o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, veio dar razão à ideia defendida pelo candidato António Braga, na campanha eleitoral das autárquicas, de que a implementação do Bus Rapid Transit (BRT) em Braga não servia as necessidades de mobilidade do concelho.

O vereador Pedro Sousa, que preside a concelhia dos socialistas, lembra que o PS sempre defendeu que a linha vermelha do BRT não devia avançar e, por isso, saúda a decisão anunciada esta semana por João Rodrigues.

“De uma forma mais leve, pode-se dizer que é um adiamento, mas não, é o cancelamento do projeto. O Partido Socialista, durante toda a campanha, foi manifestamente contra esta modalidade de transporte, por entender que ela não servia o interesse dos Bracarenses e não traria nenhuma solução para a mobilidade”, denotou o socialista. Pedro Sousa lembra que o partido tentou uma providencia cautelar para travar o avanço deste projeto e, na altura, “João Rodrigues acusou António Braga de irresponsabilidade”, por “pôr em risco o BRT”. “Três meses depois, ele próprio [João Rodrigues] percebeu que o BRT não serve a solução de que Braga precisa”, frisou.

Quanto à circular externa de Braga, o PS espera que “seja mais do que um anúncio”, por se tratar de “uma obra que se impõe e que estava já em pipeline de investimento em 2013”. “É fundamental para retirarmos o trânsito de atravessamento da cidade e, portanto, não podemos nós, Partido Socialista, deixar de olhar para este anúncio como algo benévolo e como algo importante para a cidade e para o concelho”, afirmou.

Na área da mobilidade, o PS desafia o executivo liderado por João Rodrigues a melhorar os acessos rodoviários ao Hospital de Braga e a apostar na ligação a Guimarães, não através do BRT, mas do Tram-Train.

“Parece-nos de grande importância que nós tenhamos uma intervenção urgente e muito corajosa no acesso ao hospital. É hoje incompreensível que um hospital central, que serve mais de um milhão de pessoas, tenha apenas um acesso com alguma capacidade de carga”, criticou Pedro Sousa. Nesse sentido, os socialistas dizem ser “absolutamente urgente e fundamental pensar uma solução para reforçar as entradas e as saídas no hospital”.

No momento em que anunciou a suspensão da linha vermelha do BRT, João Rodrigues apontou como prioridade a ligação ao concelho de Guimarães e à futura Estação de Alta Velocidade de Braga.

O PS defende que “o BRT não é um transporte concebido para pequenos trajetos” e, por isso, “não é naturalmente o melhor modelo de transporte para se fazer uma ligação intermunicipal”. Esta ligação, defende o Partido Socialista, deve ser feita com recurso a “um transporte com outra capacidade de carga”, nomeadamente o “tram-train, que é hoje reconhecidamente mais consolidado do ponto de vista daquilo que é a opção para transporte intermunicipal”.

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Liliana Oliveira
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