Na sede de André Ventura, o Chega venceu as presidenciais

André Ventura, que passou à segunda volta das eleições presidenciais com António José Seguro, fez esta noite mais um discurso de vitória perante os apoiantes do Chega. Ficou em segundo lugar, mas a votação expressiva do candidato do partido da extrema direita centrou as atenções nos resultados e nos apoios que recebeu nas ruas de […]

André Ventura, que passou à segunda volta das eleições presidenciais com António José Seguro, fez esta noite mais um discurso de vitória perante os apoiantes do Chega. Ficou em segundo lugar, mas a votação expressiva do candidato do partido da extrema direita centrou as atenções nos resultados e nos apoios que recebeu nas ruas de todo o país ao longo da campanha eleitoral.

“O país despertou apesar de tudo, de norte a sul”, começou por dizer o candidato apoiado pelo Chega que menciona que os portugueses deram ao Chega “a liderança da direita”.

A primeira parte do discurso foi para Luís Montenegro e para Cotrim de Figueiredo. Disse também que fez “talvez a campanha mais popular de todas” e que disputar uma segunda volta das presidenciais é “a maior honra da vida”.

No habitual papel de vítima da comunicação social e dos restantes partidos, André Ventura diz que rejeitou picardias levantadas pelos seus opositores e comentadores de televisão para falar de saúde, de impostos, e de corrupção.

Sobre António José Seguro, seu adversário, aponta que o mesmo quer “mais impostos, mais imigração descontrolada, menos segurança” e garante, por isso, que será uma luta entre o espaço não socialista e o espaço socialista.

Apelou “ao povo que não quer o socialismo de volta, mas também a todos os lideres não socialistas” porque “a direita ganhou estas eleições”. Se perder no dia 8 de fevereiro, André Ventura responsabiliza desde já Cotrim de Figueiredo e Luís Montenegro.

Recorde-se que Marques Mendes, Luís Montenegro e Gouveia e Melo não declararam apoio a Seguro ou Ventura na segunda volta, esta noite. Ainda assim, ao longo da noite eleitoral, vários sociais democratas e liberais já foram declarando, de forma individual, o seu voto em António José Seguro.

Acusou ainda “o sistema” de procurar “impedir” a comunidade emigrante de votar nestas eleições presidenciais, assinalando as longas filas que se registaram hoje nalguns países.

Num longo discurso, interrompido por vários aplausos e gritos, voltou-se para os portugueses da diáspora para avisar que Seguro representará “o regresso da tralha de José Sócrates a Portugal”. “Esse país que não quer Sócrates, Costa e a degradação do socialista. Não tenham medo da mudança”, atirou.

“Confiem em mim e numa mudança que pode ser não socialista e, uma vez na vida, possa ser diferente”, acrescentou.

Durante os minutos que falou, o candidato apoiado pelo partido da extrema direita voltou a fazer um discurso baseado em poderes que não são presidenciais.

Falou do 25 de abril, de transformação do país “com avanços, erros e que deixou muitos para trás” e dirigiu-se uma vez mais aos ex-combatentes para mais comparações de apoios sociais entre portugueses e cidadãos de outras nacionalidades que procuram Portugal para viver.

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Elsa Moura
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