Braga. IL propõe estudo de viabilidade do metro de superfície no orçamento de 2026

Liberais vão apresentar cinco propostas que esperam ver incluídas no orçamento do município de Braga para 2026. É o primeiro partido da oposição a revelar o conjunto de medidas.
Declarações de Rui Rocha à RUM

A Iniciativa Liberal (IL) quer que o executivo liderado por João Rodrigues inclua no orçamento municipal de Braga para 2026 um estudo inicial de viabilidade de um sistema de metro ligeiro de superfície, mas apresenta ainda propostas na saúde, educação, economia e habitação.

Esta terça-feira, os liberais apresentaram, em conferência de imprensa, um total de cinco propostas sublinhando que “o orçamento é de João Rodrigues”, mas que as medidas sugeridas “são em áreas fundamentais” e “sem um peso orçamental significativo” valendo 0,5% do orçamento do município de Braga em 2025. Em declarações à RUM, o vereador Rui Rocha sustenta que as propostas visam apenas “melhorar” o documento que é da responsabilidade da coligação Juntos por Braga.

“Estamos a falar no global destas cinco propostas, precisamente porque não é o nosso orçamento, será sempre o orçamento de João Rodrigues, e nós não queremos usurpar a direção política que cabe ao presidente da Câmara, são propostas que no global valem 0,5% do orçamento de 2025”, declara o vereador.

Numa outra nota prévia, Rui Rocha deixa novamente o recado ao presidente de câmara de que “ouvir a oposição para efeitos do plano e do orçamento não é um favor que faz nem à oposição, nem ao município, é uma obrigação e é também uma obrigação da oposição fazer as suas propostas”, isto depois de na semana transata João Rodrigues ter anunciado, em comunicado, que tinha desafiado a oposição a apresentar contributos para o plano e orçamento de 2026.

Começando pela mobilidade, o vereador da IL explica que a proposta de um estudo sobre a viabilidade do metro de superfície em Braga se deve ao facto de o concelho ter chegado “ao limite” e que as medidas que estão a ser apontadas pela coligação Juntos por Braga “não vão resolver estruturalmente o problema”.

“Nós precisamos começar imediatamente a preparar uma solução estrutural, entrar em funcionamento, quem sabe daqui a dez anos, mas se não fizermos nada agora, vamos ficar mais tempo ainda à espera dessa solução estrutural”, justifica.

Na saúde, os liberais propõe um seguro municipal para idosos que beneficiam de prestações sociais “para contrabalançar essa situação de carência extrema”, enquanto na educação pretendem que o município colabore com as juntas de freguesia tendo em vista a criação de salas de estudo nas próprias juntas. Neste ponto, o vereador refere que “os espaços existentes na cidade estão absolutamente esgotados”, além da resposta ajudar igualmente os alunos mais carenciados, que assim conseguiriam um espaço na sua freguesia com condições para estudar, para ter equipamentos e conforto”.

No domínio da atividade económica, a suspensão das taxas de esplanada cobradas pelo município no ano de 2026 seria “um apoio simbólico à tesouraria das empresas de restauração” do centro histórico que alegam estar a faturar menos.

Por fim, na área do urbanismo, a Iniciativa Liberal propõe a “divulgação pública de indicadores da atividade do Departamento do Urbanismo da Câmara, nos licenciamentos, as comunicações prévias, qual é o tempo médio”, notando que hoje essa informação não é pública.

Rui Rocha considera que esta será uma oportunidade para o presidente João Rodrigues colocar em prática aquilo que “gosta de propagandear” de abertura a contributos da oposição.

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Elsa Moura
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Carolina Damas
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