Câmara quer classificar calçada portuguesa de Braga como conjunto de interesse municipal

A Câmara de Braga quer classificar a calçada portuguesa de Braga como conjunto de interesse municipal. A abertura do procedimento da proposta que envolve várias artérias foi aprovada por unanimidade, ontem, pelo executivo municipal.
A proposta mereceu alguns reparos da oposição. O vereador do movimento independente Amar e Servir Braga, Ricardo Silva, lembra que a calçada portuguesa em Braga “está esburacada”, denotando-se “uma falta de cuidado relativamente a este tipo de pavimento”. Além disso, o vereador da oposição lembra que “é preciso proteger esta calçada, qualificando os técnicos para proceder à sua requalificação”.
Na resposta, Catarina Miranda, que tutela a Cultura, explicou que “este procedimento abre precisamente a proteção da calçada”. “Haverá uma atenção dos serviços para a calçada portuguesa. Quanto à questão dos calceteiros, a abertura deste procedimento abre também um novo programa de articulação entre a divisão de cultura e a divisão do património para precisamente promover o saber-fazer”, adiantou. ‘Do Mosaico Romano à Calçada Portuguesa’ é o nome provisório do projeto que “pretende valorizar a calçada da cidade de Braga e promover a sua proteção”.
Na proposta, o município evidencia que a calçada portuguesa de Braga “foi construída ao longo dos séculos XX e XXI e marca presença em diversas ruas e praças da cidade, conferindo identidade ao espaço urbano e constituindo um dos mais significativos símbolos da cultura e identidade nacional”. “É do interesse do Município de Braga proceder à classificação deste património, por se tratar de um legado artístico, cultural e identitário de Portugal, bem como de um testemunho valioso do património cultural da cidade de Braga, sendo a sua classificação um instrumento fundamental para a proteção, valorização, continuidade e preservação deste património singular”, lê-se ainda na proposta.
