AAUMinho quer lançar projeto que aproxime estudantes deslocados a seniores isolados

Luís Guedes tomou posse como presidente da AAUMinho para o mandato de 2026

Os novos órgãos sociais da Associação Académica da Universidade do Minho foram empossados, no sábado, no Largo do Paço, em Braga, para o mandato de 2026.

Luís Guedes continua a liderar os destinos da direção e, durante o seu discurso, apontou metas e traçou objetivos.

No plano do alojamento estudantil, um dos maiores problemas com que se confrontam os estudantes do Ensino Superior, a nova direção da AAUMinho tem como objetivo implementar o projeto “UM Novo Lar”, que pretende aproximar estudantes deslocados e pessoas seniores em situação de isolamento. A iniciativa inspira-se em experiências já existentes noutras cidades e procura responder, de forma complementar, a duas necessidades: dificuldades de alojamento estudantil e solidão da população idosa.​

Luís Guedes esclarece que o projeto não pretende resolver o problema estrutural do alojamento estudantil, mas funcionar como resposta limitada em número e com forte componente intergeracional. O regulamento e o modelo de funcionamento estão já definidos, estando previsto o desenvolvimento em articulação com a Câmara Municipal de Braga.

“O objetivo a médio e longo prazo, tal como acontece com o projeto ‘UM Futuro’, será levar a iniciativa para a cidade de Guimarães”, acrescentou o presidente da Associação Académica.

A nova casa da AAUMinho voltou a ser mencionada no discurso de Luís Guedes, que já assumiu que este é um dos objetivos centrais do mandato. A Associação atingiu o marco dos dois milhões de euros em receitas e fundos próprios, acumulados ao longo de vários anos de direções sucessivas, e considera que é o momento de avançar para uma nova fase do projeto.​

“Entendemos que estamos numa fase em que precisamos efetivamente que os stakeholders principais, a Universidade do Minho e o município de Braga, valorizem o nosso trabalho ao longo de todos estes anos em condições precárias”, frisou.

Luís Guedes apontou como meta a conclusão do projeto de execução até ao final do primeiro semestre do mandato, em paralelo com um processo de auscultação de parceiros e entidades. O presidente acredita que é possível colocar a “primeira pedra” do novo edifício ainda durante este ano, embora com cautela face a experiências anteriores.​

AAUMinho está a rever modelo do Enterro da Gata que decorre de 8 a 15 de maio

A direção da AAUMinho está a rever o modelo das Monumentais Festas do Enterro da Gata, com base em análise de dados e documentação de anos anteriores. Em discussão estão temas como o local do evento, o número de dias, a distribuição entre fins de semana e dias úteis, o modelo de financiamento e o equilíbrio entre investimento em cartaz e outras formas de dinamização do recinto.​ O Enterro da Gata decorre, este ano, de 8 a 15 de maio.

O objetivo é identificar fatores que possam estar a ter impacto negativo nas contas do evento e definir medidas a aplicar já na edição deste ano. As decisões finais deverão ser integradas no plano de atividades e orçamento a aprovar em Reunião Geral de Alunos prevista para março.​

No plano desportivo, a AAUMinho prepara candidaturas para trazer novamente ao Minho as fases finais dos Campeonatos Nacionais Universitários, em 2027, bem como um Europeu de Combates em 2028, que poderá reunir milhares de atletas durante quatro dias. A associação quer retomar o papel de destaque que já teve na organização de grandes competições universitárias.​

“As fases finais dos campeonatos nacionais universitários já não vêm para o Minho desde 2018, já são muitos anos, sendo que nós em tempos fomos a entidade que mais organizou as fases finais dos CNUs a nível nacional”, apontou o presidente da AAUMinho.

Luís Guedes evidenciou ainda o sinal positivo vindo da reitoria, que parece alinhada com a estrutura estudantil na candidatura e organização destas provas.  A AAUMinho pretende ainda fazer regressar o Troféu do Reitor.

Reitor apela à sociedade e aos parceiros da UMinho ajuda na requalificação das residências  

O reitor da Universidade do Minho pretende “fazer um caminho conjunto e de colaboração, com exigência e responsabilidade”. Para Pedro Arezes, a Associação Académica “é uma verdadeira escola de cidadania ativa”.

O tema do alojamento voltou a estar no centro do discurso do reitor. O projeto “UM Novo Lar” é, no entender de Pedro Arezes, “uma opção com caráter temporário, em termos de resolução de um problema maior”.

“O benefício é mútuo, não apenas para os estudantes que encontram alojamento, como para a população mais idosa, que pode estar carente de uma presença humana, física e próxima e, nesse sentido, de facto, não perde oportunidade”, acrescentou. No entanto, alertou para o facto desta não ser uma resposta estruturante ao grande problema da falta de alojamento. Nesse sentido, o responsável máximo da academia minhota deixou um desafio à sociedade civil e aos parceiros da Universidade de Minho para que ajudem a instituição nesta recuperação dos atuais edifícios.

“É uma faceta que nós achamos que teremos de explorar. É um apelo bem-intencionado, para que a sociedade também se junte a nós e, naquilo que seja possível, possa, de facto, também participar neste esforço, não só financeiro, para poder recuperar as residências”, detalhou.

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Liliana Oliveira
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Sara Pereira
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