Guimarães arranca Capital Verde Europeia 2026 com plano “desafiante” para uma mobilidade mais sustentável

Trata-se de um financiamento na ordem dos 500 mil euros.
Palavras de Ricardo Araújo, presidente da CMG, a propósito da assinatura do protocolo para o 'Plano de Mobilidade Urbana Sustentável':

O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai financiar na totalidade o ‘Plano de Mobilidade Urbana Sustentável’ (SUMP) de Guimarães, que custará meio milhão de euros. A ‘Cerimónia de Compromisso Político’, na abertura da Capital Verde Europeia 2026 (CVE), que decorreu no Teatro Jordão, na manhã desta sexta-feira, contou ainda com a passagem simbólica do ‘Green Book’ à cidade berço pelas mãos de Andrius Grigonis, vice-presidente de Vilnius, Lituânia.

Ao fim de mais de uma década de políticas dedicadas à transição climática e múltiplas candidaturas à CVE, Guimarães inicia 2026 com um grande passo para solucionar o “problema” da modalidade em Guimarães.

Tendo em conta que este é “um dos principais desafios da cidade”, para o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, a assinatura deste protocolo, é de “elevadíssima importância”, uma vez que esta é a oportunidade de cidade ter um plano “que olha para o território, como um todo” e que fará o diagnóstico dos problemas, de forma a que também Guimarães possa ser uma “referência de cidade sustentável na Europa”.

Segundo o autarca, a criação deste “plano global, que pensa a cidade pela vista da mobilidade”, marca simbolicamente a contestação do Município perante “um dos principais desafios da cidade”.

“Só vamos, verdadeiramente, resolver os problemas de mobilidade quando tivermos esta perspectiva global, este estudo que tem de ser feito e que nos vai orientar a definir as decisões concretas”.

Esta “visão global” inclui também a proposta para um Bus Rapid Transit (BRT), mas, neste caso, os estudos são ainda “preliminares”. De acordo com Ricardo Araújo, “ainda são necessários mais estudos”, alguns incluídos neste SUMP, para se avançar com o projeto final.

“O Metrobus é uma solução importante para Guimarães em duas dimensões: a nível intraconcelhia, enquanto um meio de transporte público com via dedicada, com qualidade, conforto, e que é capaz de garantir o cumprimento dos tempos, porque tem uma via dedicada. Em segundo lugar, é também importante para fazer esta ligação entre Guimarães e Braga e entre Guimarães e a Estação de Alta Velocidade”, sublinha.

Mas esta é só uma parte do plano de Ricardo Araújo para “revolucionar os transportes públicos” em Guimarães e atingir a meta de neutralidade carbónica em 2030. A convicção do autarca recai sobre a criação de uma “rede de transporte público coletivo de passageiros, que cubra todo o território, que seja fácil de aceder e que seja gratuito”.

A par de Ricardo Araújo, o protocolo de apoio ao SUMP e ao Projeto BRT contou com o diretor do gabinete do Grupo BEI em Portugal, João Fonseca Santos, e o diretor geral adjunto para o Ambiente da Comissão Europeia, Patrick Child.

Segundo o representante europeu, Guimarães é hoje um exemplo de transformação bem-sucedida, ao evoluir de uma cidade de forte matriz industrial para uma Capital Verde Europeia, envolvendo todos os stakeholders neste processo.

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José Brás
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Jornalista na RUM

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