Gigantones e Cabeçudos. Em Braga, a tradição persiste com a ‘Ida e Volta’ 

A cidade de Braga acolhe este sábado o Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos, promovido há mais de trinta anos. A Associação Ida e Volta organiza o evento e passa o ano a lutar para que esta tradição não desapareça.

A cidade de Braga enche-se de gigantones e cabeçudos na noite deste sábado, 22 de junho, no âmbito da XXXIII edição do Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos. O evento é organizado pela Associação Cultural e Artística Ida e Volta.

Inserido uma vez mais nas Festas do São João de Braga, o evento é um dos que atrai mais gente para o centro histórico de Braga. Estima-se que participem no encontro internacional deste fim de semana ” cerca de 1000 a 1200 pessoas, entre gigantones, cabeçudos e tocadores de bombo”, disse à RUM José Freitas, presidente da associação Ida e Volta. Para esta trigésima terceira edição estão previstas participações de cinco grupos espanhóis e um francês, além dos lusos.

Em declarações à RUM, José Freitas assume que apesar “da forte tradição no Minho e norte de Portugal”, estas formas animadas são muito fortes em quase toda a Europa, mas de forma particular em Espanha, França, Bélgica e Holanda.

Entre as preocupações desta associação sediada no Bairro das Andorinhas está a preservação da tradição e o passo seguinte poderá passar pela edição de um livro sobre a temática, algo “que nunca foi feito”. “O que fazemos ao longo destes anos é promover e dar a conhecer, não perder esta tradição”, assume José Freitas, assinalando que a associação, além de realizar formações no país, também já viajou até França ou ao Brasil, ensinando como se faz a cabeça de um gigantone.

No desfile deste sábado de São João não faltarão figuras icónicas. As imagens, sublinha José Freitas, exigem sempre cuidados redobrados, dada a sua fragilidade. “São trabalhos muito minuciosos e uma cabeça pode demorar um mês a ser construída. Não é que sejam dispendiosos, porque é tudo feito com materiais recicláveis (cartão e jornal), mas a conservação é muito importante porque estes materiais se levarem com um pouco de água lá se vão à vida”, explica.

A 33ª edição do Encontro Internacional de Gigantone e Cabeçudos sai para as ruas pelas 21h30, com início na Praça do Município, seguindo depois até ao palco da Avenida Central.

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Elsa Moura
Elsa Moura

Diretora de Informação

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