Festival de Canto Lírico de Guimarães com quatro produções originais

‘1822 - Mau Tempo em Portugal’ é a primeira da tetralogia operática sobre quatro constituições portuguesas e sobe ao palco do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, no dia 22 de julho, pelas 21h30.

A ASMAV – Associação Artística Vimaranense promove mais uma edição do Festival de Canto Lírico de Guimarães com quatro óperas originais. Com músicas e libretos de autores portugueses, a 5.ª edição decorrerá em dois anos, 2023 e 2024. 


‘1822 – Mau Tempo em Portugal’ é a primeira da tetralogia operática sobre quatro constituições portuguesas, nomeadamente de 1822, 1911, 1976 e uma quarta distópica. De acordo com Francisco Teixeira, presidente da direção da ASMAV, trata-se de uma ópera sobre “a liberdade e as relações musicais e políticas, ficcionadas, entre Marcos Portugal e Domingos Bomtempo, os dois principais compositores portugueses dos séculos XVIII e XIX.“.

Uma ópera de Eurico Carrapatoso com libreto de Miguel Jesus, “que apresenta um confronto ideológico, artístico, cultural e também pessoal entre estes dois protagonistas e que pretende de alguma maneira protagonizar o conflito entre o liberalismo emergente e a monarquia absolutista em fim de vida”.

“Será uma oportunidade única de ver uma ópera absolutamente original, composta e escrita por dois grandes artistas portugueses”, sublinha.

Ainda este ano, mas a 22 de dezembro, sobe ao palco a ópera ‘1911 – A Conspiração da Igualdade’. Segundo Francisco Teixeira será uma obra de “natureza contra factual”, no sentido em que na peça as mulheres conseguem enganar os republicanos e alterar a constituição, alcançando o direito ao voto. Uma ópera do maestro António Victorino d’Almeida com libreto de Francisco Teixeira que “pretende tematizar a luta das mulheres republicanas feministas que, entre 1908 e 1911, lutaram pelo voto feminino”

Festival de Canto Lírico de Guimarães prossegue em 2024

Em maio e dezembro do próximo, o Festival de Canto Lírico de Guimarães prossegue com as óperas ‘1976 – A Evolução dos Cravos’ e ‘2030 – A Nova Ordem’, “uma constituição distópica em que a extrema-direita fascista ou neofascista chega ao poder”. “Queremos com esta ópera exorcizar e despistar as tensões neofascistas que se vivem no mundo, na Europa e também em Portugal”, acrescenta.


A ópera ‘Mau tempo em Portugal’, a primeira de quatro originais, sobe ao palco do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, já no dia 22 de julho, pelas 21h30.

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Catarina Martins
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