“A Câmara Municipal de Braga acordou tarde para o problema da habitação”

Bloco de Esquerda critica a aquisição de 15 fogos habitacionais já edificados, num valor superior a 2,2 milhões, aprovada esta segunda-feira, em reunião de câmara. Para os bloquistas a medida "é insuficiente para o atual cenário bracarense".

A Câmara Municipal de Braga vai adquirir 15 fogos habitacionais já edificados, num valor superior a 2,2 milhões euros, para garantir habitação condigna, a preços acessíveis, a uma dezena e meia de agregados. A medida foi aprovada esta segunda-feira, em reunião de câmara, com a abstenção do PS. Ora, em conferência de imprensa, esta segunda-feira, a porta-voz da comissão coordenadora concelhia do Bloco de Esquerda de Braga disse que a medida é “insuficiente para o atual cenário bracarense”.


Alexandra Vieira considera que “a Câmara Municipal de Braga acordou tarde para o problema da habitação”. “Continua ainda muito que fazer nesta área. Basta recordar a situação em que se encontram numerosas famílias em Braga que partilham apartamentos, que vivem em quartos por 500 e 600 euros, que vivem em lojas comerciais”, aponta, alertando para “a grave crise atual”.

A bloquista dá conta da falta de resposta para os agregados familiares com baixos e médios rendimentos. “Parece que o executivo municipal está mais preocupado em desbloquear todos os processos de reabilitação urbana que se destinam a famílias com rendimentos que não são os rendimentos médios ou baixos”, critica, reforçando “a necessidade de mais habitação pública”.

“A média nacional de habitação pública é de 2% e em Braga é de 0,7%”, ressalta. Para Alexandra Vieira são necessárias novas medidas para “refrear a especulação no setor imobiliário”nomeadamente com a definição de tetos máximos para as rendas.

Por sua vez, António Lima, da concelhia do Bloco de Esquerda de Braga, considera a medida “inadequada”. O bloquista acredita que a aquisição dos 15 fogos habitacionais poderá “inflacionar ainda mais o mercado imobiliário”. “Não faz sentido a autarquia entrar no mercado pelo lado da procura em vez de entrar pelo lado da oferta, ou seja, é competência do executivo municipal oferecer casas para obrigar o preço das rendas a baixar”, considera.

Neste sentido, adianta que a concelhia vai apresentar uma recomendação na próxima Assembleia Municipal, esta sexta-feira, “para mostrar que estão a adormecer pessoas que estão em sofrimento com promessas, mas que de facto não se vê qualquer luz ao fim do túnel”. 

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Catarina Martins
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