Vânia Dias da Silva acusa CMG de ter “má vontade relativamente à cultura popular”

Vereadora da coligação Juntos por Guimarães acusou o executivo socialista de ter "uma visão censória" relativamente ao espetáculo Monólogos da Vacina, que não teve lugar na programação do CCVF.

Vânia Dias da Silva, vereadora da coligação PSD/CDS-PP, acusa a Câmara de Guimarães de ter má vontade relativamente à cultura popular. Em causa está o espetáculo Monólogos da Vacina, protagonizado por João Baião, que não teve espaço na programação do Centro Cultural Vila Flor (CCVF).

O assunto foi levado à reunião do executivo municipal por Vânia Dias da Silva, que acusa a autarquia de “não gostar daquele espetáculo” e de ter “uma visão elitista, dirigista e censória”.

“A Câmara entende, à boa maneira socialista, reservar aquele espaço para o que considera ser a mais fina flor da programação cultural, que gosta de dirigir. A única justificação que me parecia plausível era que o espaço estava ocupado naquela data. Não sendo o caso, não se entende que, querendo o programador aquele espaço, a Câmara não o ceda”, criticou.

Vânia Dias da Silva evidenciou ainda os recordes de bilheteira que este espetáculo tem registado e que Guimarães “vai perder, só porque a Câmara entende que devia ser feito noutro espaço”.

“Não tenho dúvidas de que há uma ma vontade da Câmara relativamente à cultura popular. Não concordo que a Câmara decida o tipo de Cultura que Guimarães vai abraçar, porque Guimarães tem que abraçar toda a cultura, desde a popular à mais erudita”, finalizou a vereadora da oposição.

Na resposta, o vereador da Cultura, Paulo Lopes Silva, garante que “não foi feita uma avaliação sobre a qualidade do espetáculo, mas sobre a forma como se deve posicionar o município perante as diferentes ofertas no território”. O autarca explicou que há no concelho “um operador privado que tem a possibilidade, através de aluguer de sala, de apresentar espetáculos que comercialmente são rentáveis e importa também que o município preserve e não se sobreponha”. À Oficina cabe complementar a oferta que não é passível de ser garantida por outro tipo de operadores. O CCVF tem uma taxa de ocupação altíssima e na planificação do ano tem que haver prioridades e uma definição de uma linha de ocupação do espaço”, acrescentou.

Paulo Lopes Silva referiu ainda que “abrindo uma exceção a algo que não esta nas prioridades de ocupação do espaço” seria dar espaço a que o mesmo acontecesse com outros espetáculos que, “do ponto de vista comercial, podem encontrar uma alternativa no São Mamede ou no Multiusos”. 

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Liliana Oliveira
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Carolina Damas
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