AAUMinho acusa Manuel Heitor de “esquecer” promessa de novas residências

O Plano de Recuperação e Resiliência pode ajudar. Estudantes exigem um caminho “com menos promessas e mais concretização”.

Está a terminar mais um ano letivo e depois de “promessas” e “manchetes nos jornais”, a tutela de Manuel Heitor continua a deixar no papel as os projetos para as novas residências universitárias nas cidades de Braga e Guimarães. Há dois anos que os espaços estão identificados, mas numa altura em que termina mais um ano letivo e em que se prepara o novo ano, “não há novidades”, apenas a certeza de que o número de camas nas atuais residências universitárias é “insuficiente” face à procura e às necessidades dos estudantes. 

Com preços menos convidativos, a oferta privada nas imediações dos campi de Gualtar e Azurém não está acessível para muitas das famílias com estudantes a frequentarem a Universidade do Minho. O problema agudizou-se nos anos mais recentes e, apesar de ser reconhecido pela reitoria, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e pelos autarcas de Braga e Guimarães, a instituição minhota continua sem resposta, o que levou a Associação Académica a lançar uma nova campanha de contestação. 

A AAUMinho exige, por isso, “um caminho com menos promessas e mais concretização” e o Plano de Recuperação e Resiliência pode ser a “salvação”. 

Ouvido pela RUM, Rui Oliveira, presidente da AAUMinho, refere que é preciso “passar para a execução” já que “mais uma vez, não há perspetiva de mais camas” no próximo ano letivo porque “não há motivação política para arranjar soluções”, apesar dos estudantes terem passado “um ano a falar de alojamento”.

Rui Oliveira recorda que no ano passado questionou a tutela sobre o assunto, altura em que lhe foi comunicado que “dentro de uma semana a UMinho receberia a resposta para a execução do projeto”. “Um ano depois, a resposta ainda não veio”, denuncia.

O PRR prevê 375 milhões de euros para a construção de residências universitárias. A antiga Escola D. Luís de Castro e o Edifício Militar, em Braga, e o Convento Rosa Lima e a antiga Escola de Santa Luzia, em Guimarães são dois dos espaços identificados pela tutela, mas até agora nada saiu do papel.

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Elsa Moura
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Diretora de Informação

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Sérgio Xavier
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