50 anos. UMinho celebra o pioneirismo e as conquistas na área da Informática

Comemorações vão prolongar-se até 2027 mas desde esta semana há uma exposição que resume a história no edifício da escola no Campus de Gualtar.

50 anos, a Universidade do Minho iniciava o seu percurso no ensino e investigação na área da Informática. Um passo pioneiro no país, que serviu de modelo para outras instituições de ensino em Portugal.

Docentes, alunos, investigadores e outros representantes da academia minhota reuniram-se, esta quarta-feira, no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga, para o arranque das celebrações do cinquentenário. O programa prolonga-se até 2027.

Presente na sessão, o reitor da UMinho, Pedro Arezes enalteceu o impacto positivo que esta área tem, desde 1976, na promoção da imagem da academia, dentro e fora de portas.

Destaca ainda o papel da UMinho para alavancar o percurso profissional de vários engenheiros informáticos, muitos deles que entretanto “criaram empresas de muito sucesso”.

Pedro Arezes, reitor da Universidade do Minho
Nuno Gonçalves/UMinho

No ano letivo 1976/77, a UMinho lançava o curso de Engenharia de Produção – Ramo Sistemas, inédito no país, que viria, então, a abrir caminho para o alargamento da oferta formativa na instituição.

Desde então, a Universidade do Minho serviu de força motriz para vários avanços em Portugal: a primeira conferência nacional em WWW, a primeira página institucional portuguesa e enviou a primeira mensagem de e-mail do país.

Pedro Arezes relembra essa aposta da academia minhota num setor, na altura, emergente, que viria a atingir uma relevância inesperada.

“Na altura, antecipávamos a importância que a informática viria a ter na sociedade atual, mas eu acho que não tínhamos noção do quão viria a transformar a sociedade.”

Pedro Arezes, reitor da Universidade do Minho

Hoje, “a Universidade do Minho é uma universidade de referência na formação nesta área”, afirma Pedro Arezes.

“Não podemos formar engenheiros sem vislumbrar a importância da informática”

Os estudantes nos cursos de Informática compõem, aproximadamente, um terço dos inscritos na Escola de Engenharia (EEUM). É a partir destes que se “desenvolve um trabalho de enorme relevância” para a Universidade do Minho. A ideia é defendida por António Vicente, presidente da unidade orgânica, que sublinha ainda que essas conquistas apenas são possíveis pela boa relação entre os departamentos de informática e a Escola de Engenharia.

Nuno Gonçalves/UMinho

Com os avanços tecnológicos, nomeadamente pela Inteligência Artificial, torna-se necessário formar profissionais com novas competências. António Vicente defende, por isso, que a Informática e Engenharia devem caminhar lado a lado.

“Se até então [a relação entre a EEG e os departamentos de informática] era muito importante, a partir de agora vai ser crucial. Nós não vamos conseguir ter engenheiros formados que não tenham, pelo menos, algum vislumbre daquilo que se pode conseguir com as competências que a informática concede.”

António Vicente, presidente da Escola de Engenharia

Os marcos deste cinquentenário

Esta quarta-feira contou ainda com a inauguração de uma exposição, no Departamento de Informática, para assinalar o trabalho desenvolvido neste período.

O espaço conta com vários elementos alusivos às conquistas durante este período, como apontamentos dos estudantes dos primeiros cursos nesta atividade letiva. Subindo as escadas do edifício, são apresentadas pequenas placas, cada uma delas com um marco histórico diferente.

O diretor do Departamento de Informática recorda com saudade alguns momentos ilustrados na exposição, que, segundo Luís Soares Barbosa, representa bem a herança deste campo de estudo.

“O que mais me toca é ver ali pedaços de apontamentos que foram produzidos desde os primeiros estudantes, logo nos anos 70, altura em que o professor Valença introduz em Portugal o ensino matemático dos algoritmos.”

Luís Soares Barbosa, diretor do Departamento de Informática

O programa de celebração do cinquentenário da área de Informática na UMinho vai prolongar-se até 2027 com seminários, momentos de interação entre a comunidade académica e o tecido empresarial, entre outras atividades.

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David Braga
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Jornalista

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