1000 alunos mobilizados contra degradação nos campi. Campanha de recolha de assinaturas chega à reitoria

O Movimento Dignidade Académica enviou uma carta à reitoria para denunciar o estado de degradação dos campi da Universidade do Minho. Foram recolhidas 1000 assinaturas na comunidade estudantil, enviadas na manhã desta segunda-feira à equipa reitoral, para exigir uma atuação perante um conjunto de condições precárias.
Entre as queixas, destacam-se os casos de infiltração e humidade no edificado, casas de banho inoperacionais, falhas na acessibilidade a alguns espaços dos campi e insuficiência de parques de estacionamento.

Em declarações à RUM, a representante do movimento, Beatriz Coelho, lamentou a falta de transparência por parte da reitoria. Exige, por isso, que as próximas intervenções sejam anunciadas à comunidade académica, através de um “diagnóstico técnico transparente e que chegue ao público”.
A recolha de assinaturas levou os promotores da iniciativa a deslocarem-se aos campi da academia minhota ao longo das últimas semanas. O contacto direto com a comunidade permitiu perceber que as preocupações eram partilhadas por quem frequenta as instituições da UMinho.
Por esse motivo, revela a responsável, conseguir o apoio de 1000 pessoas “não foi tarefa difícil”. A estudante celebra as “inúmeras reações positivas” à causa, tanto nos campi como nas redes sociais.
“Conseguimos estar em quase todos os campi. Infelizmente, nenhum de nós teve a possibilidade, para nossa grande tristeza, de ir a Couros, mas conseguimos estar em Azurém, no polo dos Congregados, duas ou três vezes em Gualtar e ainda conseguimos ir ao polo de Medicina para garantir que toda a gente estava a par do problema, se identificava e se conseguíamos ver mais alguns problemas.”
Beatriz Coelho

Reitoria garante “vários milhões de euros” para obras e promete reunião
Entretanto, num comunicado enviado à RUM, a reitoria confirmou a receção do pedido de reunião e assegura que está a procurar agendar o encontro “em breve”, manifestando “total disponibilidade” para dialogar e sublinhando que acompanha com atenção as preocupações da comunidade académica. Os signatários, recorde-se, exigiam uma resposta no prazo máximo de cinco dias.
A equipa reitoral, que tomou posse em dezembro de 2025, vinca que a modernização e manutenção do parque edificado são “prioridades estratégicas”. Nesse sentido, avança que está “em fase de conclusão” um levantamento detalhado das necessidades em todos os espaços da academia, que permitirá planear e executar intervenções de forma articulada.
O documento garante ainda que a Universidade do Minho tem previstos “vários milhões de euros” para obras de reparação e manutenção, para assegurar melhores condições de estudo, trabalho e investigação. Em paralelo, a instituição destaca o avanço de investimentos estruturantes, apontando como exemplos as novas residências estudantis na fábrica Confiança, em Braga, e em Santa Luzia, em Guimarães, bem como projetos nas áreas da eficiência energética e modernização tecnológica.
* texto editado por Ariana Azevedo
[notícia atualizada às 18h45 com comunicado da Reitoria]
