ºC, Braga
Braga

Max º Min º

Guimarães

Max º Min º

Fotografia: UMinho
José Brás

Academia 02.12.2025 17H50

Primeiro mestrado é criado na Guiné-Bissau com coordenação da UMinho

Escrito por José Brás
Financiado pelo Instituto Camões e criação, desenvolvimento e implementação a cargo da ELACH, o projeto conta com vários docentes da UMinho a lecionar presencialmente as unidades curriculares em formato intensivo e, também, com professores guineenses.
Palavras de Micaela Ramon, docente da ELACH e coordenadora científica do Mestrado em Língua Portuguesa, a primeira pós-graduação lecionada na Guiné-Bissau:

false / 0:00

Arrancou este mês o primeiro mestrado da Guiné-Bissau. Desenvolvido e implementado pela Universidade do Minho, e com coordenação científica da docente Micaela Ramon, professora do Departamento de Estudos Portugueses e Lusófonos da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas (ELACH), o Mestrado em Língua Portuguesa, da Escola Superior de Educação – Unidade Tchico Té, surge da necessidade de uniformizar o ensino da língua portuguesa no país.


De acordo com Micaela Ramon, ainda que a língua oficial do país seja o português, "na verdade, a comunicação quotidiana faz-se no crioulo da Guiné-Bissau e também nas muito diversas línguas nacionais e étnicas que o país possui". Esta situação é particularmente desafiadora, tendo em conta que o português preenche todos os sistemas do país - "da educação aos sistemas judicial, político, saúde e administração pública" - o que, obriga, naturalmente, a que "todas as pessoas, precisem de ter um domínio do português que lhes permita desempenhar com proficiência as suas funções profissionais".


Além da criação e implementação, a coordenação e parte do corpo docente desta pós-graduação estão a cargo da academia minhota. As primeiras três edições "terão uma participação muito forte de professores da Universidade do Minho", predominantemente da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas, com a colaboração de alguns colegas do Instituto de Educação, no entanto "a intenção é que à medida que se vai fortalecendo o conjunto de professores guineenses qualificados a este nível, permita que a presença dos professores portugueses vá sendo cada vez mais diminuída".


A proposta de colaboração, que partiu inicialmente de um aluno guineense do Mestrado em Português Língua Não Materna, na ELACH, que achava "ideal, replicar uma formação semelhante àquela que ele recebeu cá, na Guiné-Bissau" foi lançada, posteriormente, pela Escola Superior de Educação - Unidade de Tchico Té e ganhou o financiamento do Instituto Camões.


Da UMinho participam na pós-graduação docentes do Instituto de Educação, da Escola de Ciências, da ELACH e do Instituto de Ciências Sociais.

Deixa-nos uma mensagem