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FOTO: SERGIO FREITAS/CMB
Elsa Moura

Cultura 03.12.2025 08H45

Feira do Livro de Braga mais qualificada e de volta ao centro em 2026

Escrito por Elsa Moura
O compromisso é deixado pelo presidente da Câmara Municipal de Braga que em entrevista à RUM revela uma visão diferente de Ricardo Rio.
Declarações de João Rodrigues à RUM

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A Feira do Livro de Braga vai regressar ao centro da cidade já no próximo ano, com João Rodrigues a sublinhar que o festival literário Utopia, que Ricardo Rio trouxe para Braga, não devia ter implicado o fim da feira do livro.

Considerando que "para os livros e para a cultura nunca a oferta é demais", o autarca assegura que os dois eventos vão realizar-se, "espaçados no tempo", no ano de 2026. Notando que não se trata de "discordar" de Ricardo Rio nesta matéria, o novo autarca defende que "a feira do livro não é incompatível com o festival literário".


A última edição da Feira do Livro de Braga no centro da cidade aconteceu em 2022, desde então o evento deixou de existir com o município a optar pela realização de um festival literário em novembro e no Espaço Vita.


Em entrevista à RUM, o autarca social democrata considera que a Feira do Livro de Braga se apresenta como um momento cultural que não pode ser desvalorizado pelo município, e garantindo que com o regresso ao centro, a autarquia vai "estudar e perceber os pormenores para a qualificar ainda mais e para acrescentar valor".


"A Feira do Livro nos moldes tradicionais daquilo que é uma feira do livro vai voltar e vai voltar ao centro da cidade. Nunca esquecendo as freguesias, queremos que o nosso centro histórico não perca qualidade na experiência, pelo contrário, a ganhe, e a feira do livro é mais um desses passos", sugere.


Na mesma entrevista à RUM, o autarca confirmou o objetivo de criar uma Central Cultural, um equipamento com espaço para a criação e para usufruto de todos os tipos de arte. "Sei o que quero, será um espaço central da cidade", disse, admitindo que ainda não tem local equacionado, mas que pode até tratar-se de um edifício já existente na cidade.


Chave do Recolhimento das Convertidas nas mãos da nova vereadora do Património Cultural


No final da semana transata, o presidente de câmara, acompanhado da vereadora da cultura, Catarina Miranda, visitou o Recolhimento das Convertidas. A autarquia fará um levantamento de intervenções prioritárias e pontuais antes de estudar a finalidade daquele edifício, que será sempre para fins culturais.


Em entrevista à RUM, o autarca social democrata evidenciou o interesse demonstrado pela vereadora da cultura e a resposta aos apelos deixados, nomeadamente pela ASPA, para que o município trave no imediato a degradação do imóvel que, no entanto, ainda não está na posse do município. "Há vidros partidos, água a entrar no edifício e não podemos fingir que aquilo não se está a passar. Fomos literalmente buscar a chave do edifício e a vereadora Catarina Miranda, responsável pelo património cultural já está a tratar juntamente com uma série de técnicos que conhecem o edifício para colmatar, para já, esses pequenos problemas", revela.


João Rodrigues garante que Museu da Imagem será inaugurado quando a obra terminar e diz que não sabe o que se passou na visita do seu antecessor ao imóvel em pleno dia da tomada de posse do novo Executivo Municipal de Braga.


O Museu da Imagem continua de portas fechadas. Apesar da visita oficial de Ricardo Rio ao espaço, no dia de tomada de posse do novo executivo liderado por João Rodrigues, o autarca social democrata agora em funções garante que a inauguração ainda aconteceu. Certo é que a placa com o enunciado "Reabilitação do Museu da Imagem" - inaugurado em 31 de outubro de 2025 por sua Excelência o Presidente do Município de Braga, Dr. Ricardo Rio foi ali colocada e descerrada nesse mesmo dia. Questionado pela RUM, João Rodrigues garantiu que a obra ainda não terminou e quando terminar, será inaugurada. "De facto, no dia da tomada de posse houve uma espécie de inauguração, confesso que não sei bem o que lá se deu porque não fui convidado e não estive lá. Quando a obra estiver terminada, vamos inaugurar o Museu da Imagem", afiança.


Já sobre a Casa dos Crivos, João Rodrigues considera que é preciso "pensar muito bem aquilo que lá se vai desenrolar" com a vereadora Catarina Miranda, com a população e com os vereadores da oposição. Na opinião do autarca, "aquilo que não se foi passando dentro da Casa dos Crivos é algo que deve chamar a atenção".


O autarca social democrata diz que sobre a Torre de Menagem, com tutela do município e do estado central, é igualmente necessário aprofundar.


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