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Redação

Nacional 15.09.2021 19H59

"Estamos a caminho dos 85% da vacinação completa, significa que nós vencemos o vírus"

Escrito por Redação
Portugal assume a primeira posição na lista global de países com maior percentagem da sua população totalmente vacinada.

"Já ultrapassamos os 80% das segundas doses e estamos a caminho dos 85% ou mais da vacinação completa, isto significa que nós vencemos o vírus. As palavras são do vice-almirante Gouveia e Melo eram esperadas desde março de 2020. Foram proferidas esta quarta-feira, 15 de setembro de 2021, um ano e meio depois do início da pandemia no país. 


"Isto significa que a nossa vida será diferente. Para já, vencemos a primeira batalha. A vida é uma guerra e nós vamos vencendo as batalhas, conforme elas se vão apresentando", acrescentou o coordenador da task force.


De acordo com dados divulgados esta terça-feira, existem 8.273.895 portugueses com vacinação completa contra a covid-19, o que significa que 80% da população já foi totalmente inoculada.

Mais de metade dos jovens entre os 12 e os 17 anos e todos os idosos acima dos 65 anos já têm vacinação completa contra a covid-19, anunciou a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o relatório semanal da vacinação, 52% dos jovens dos 12 aos 17 anos (320.708) já completaram a vacinação – na semana anterior eram 25% - e 84% (525.426) receberam pelo menos uma dose.

Pela primeira vez, o relatório da vacinação avança que 100% dos idosos dos grupos etários dos 65 a 79 anos e dos mais de 80 anos já estão totalmente vacinados, o que representa um total de mais de 2,3 milhões de pessoas.


"Correu tudo bem e ainda bem que correu tudo bem", referiu Gouveia e Melo, numa altura em que Portugal assume a primeira posição na lista global de países com maior percentagem da sua população totalmente vacinada.


Reconhecendo que sentiu o olhar de dez milhões de portugueses sob ele, Gouveia e Melo assume que se tivesse falhado, "não conseguiria andar na rua" e sublinha que tem muita confiança de que 2022 será um ano "muito diferente". Todo o processo de vacinação só foi conseguido porque "temos uma população muito adulta que sentiu o vírus como um ataque à comunidade".


"Perderam-se mais de 18 mil portugueses. Quando foi a guerra de África, perderam-se oito mil portugueses em três teatros de operação em quase treze anos de guerra. Em menos de um ano e meio perdemos 18 mil portugueses. Quando vejo as manifestações e as teorias dos negacionistas, que vivem numa bolha de informação que se auto-alimenta, completamente numa realidade alternativa, e dizem que as vacinas matam? Depois de 18 mil mortos, quantos portugueses morreram em resultado da vacinação?", finalizou.

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