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A passagem por Braga dos Raveonettes na passada terça-feira (19-02-2008) por Braga surpreendeu alguns e serviu de confirmção da qualidade do projecto para outros.
Ousemos ser reductores, o rock é algo simples. Alguma distorção num bom rife de guitarra e uma percursão forte e densa chegam para a classificação. E até uma voz "ordinária" chega para as encomendas, desde que tenha boa melodia e doçura, como é o caso de Sune Rose Wagner. Os Dinamarqueses entraram com tudo e conseguiram levantar (literalmente) a plateia ao 4º tema. Com uma formação e meios técnicos reduzidos conseguiram provar que com pouco se pode fazer muito. A maior lentidão e introspecção do último "Lust, Lust, Lust" não transpareceu nesta apresentação ao vivo, mas continuam a usar rasgos de melodias teenager que assentam às mil maravilhas nas guitarras densas. Quase no final apresentaram uma excelente cover dos Stereolab que serviu de orientadora e definidora de estilo para os mais distraídos da obra dos Raveonettes. Última nota para os técnicos do Theatro Circo. Quer o som, quer a iluminação do espectáculo estiveram irrepreensíveis e muito contribuíram para uma fantástica noite de Terça-feira. |