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2007-03-29 |
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A sala tinha apenas metade da sua lotação preenchida, reflexo de uma noite de Domingo ou, mais provavelmente, a dificuldade de compreensão deste tipo de apostas tão transgressoras aos limites dos puristas.
A proposta foi a revisitação das composições de W.A. Mozart sob as premissas da linguagem do jazz, tarefa já por si um apelo à modernidade e à vontade de inovar. Os músicos estavam claramente ao nível do esperado, todos eles experientes e de créditos reconhecidos: Jim Black (bateria e percussão), Chris Speed (clarinete), Ralph Alessi (trompete), Michael Formanek (baixo) e Joyce Hammann (violino). Os arranjos musicais para o alinhamento deste concerto formam no mínimo extraordinários: um misto de genialidade e grande sensibilidade, apesar de ser necessário lidar com o desconforto permanente a que os ouvidos e a educação musical nos habituaram, ao tentar “desconstruir” composições clássicas numa abordagem de raiz jazzística na sua vertente mais contemporânea. No entanto, em alturas de maior sintonia, a força instrumental ultrapassava os conceitos dos géneros estanques e estabelecia-se apenas como música, e neste sentido, importa reflectir se não será apenas o que ao mais alto nível se esperava ouvir... Miguel Aguiar Ver fotos |
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