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2007-01-31 |
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Armando Teixeira é um daqueles artistas que não precisaria dos Balla para provar que é um dos artistas mais dinâmicos e criativos da cena musical nacional. Ainda assim este é um projecto que lhe permite uma exploração mais própria, independente e personalizada do seu talento musical. Depois dos Da Weasel, Bizarra Locomotiva, Bullet e outros, os Balla surgem como a banda onde Armando mais dá a cara, o corpo e a voz ao manifesto. E não lhe fica nada mal esse papel de “front-man”. Com os Balla recupera-se uma certa sedução, carisma e sensualidade que em alguns momentos nos recorda o melhor de Reininho e dos seus GNR. Obviamente que esta comparação não é tão linear e visível como parece, mas ela existe em alguns momentos. Quer seja pela voz grave do artista, quer pelo cuidado na apresentação, dos movimentos dançáveis (mas pouco) ao próprio “guarda-roupa” de Armando Teixeira. O último "Grande Mentira" foi destaque nesta apresentação em Braga, mas aqui e ali os Balla lá foram introduzindo temas dos outros dois álbuns lançados até aqui. Álbuns onde a experimentação sonora e estética é maior, arriscando valsas, “swings” e “bossas novas”. Se essa deambulação é possível com os trabalhos anteriores, na “Grande Mentira” assiste-se a uma sonoridade mais rock e intensa, quer nos instrumentos, quer na voz e palavras de Armando Teixeira. Numa noite calma mas intensa os Balla não deixaram a plateia extasiada mas convenceram-nos que são um dos mais interessantes projectos de música cantada em Português surgidos nos últimos anos. Nota menos positiva para o facto dos próprios não contarem com apelos de encore, e terem acedido em voltar ao palco mas para repetir os dois êxitos extraídos da "Grande Mentira" até ao momento. Para quem tem três álbuns editados, não deveria ser necessária a repetição de temas. Em contraponto, a versão de Oub’lá dos Mão Morta foi um dos momentos altos da noite com o tema a servir de homenagem à cidade e à sua banda mais representativa. Nota final para o conselho de Armando Teixeira a todos aqueles que sofrem com o fim das relações: “A Brigitte Bardot deixou o Serge Gainsboug e ele sobreviveu…” Reporternelson |
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