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2006-10-17 |
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Segundo a Lei de Lavoisier: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Podia ser esta a máxima dos Franceses Nouvelle Vague que fazem do seu repertório uma constante recriação dos temas underground da década de 70 e 80. As covers podem no entanto ser dotadas de maior originalidade que alguns temas ditos originais. E é isso que os Nouvelle Vague provam com mestria, já que na sua música encontramos antes novas criações baseadas em velhos temas, mas que pela sua originalidade tornam por vezes difícil a sua identificação de origem. Este exercício torna-se também numa aliciante nas suas actuações ao vivo, lançando na descoberta e na tentativa de identificação toda a plateia que encheu aquela que é uma das melhores salas nacionais para apresentações de bandas ao vivo. Tal verificou-se no Festival do Sudoeste, e ainda mais claramente nesta última apresentação no Hard Club, num espectáculo em que a R.U.M. foi rádio oficial. Não faltaram os sons bossa nova, apanágio dos Nouvelle Vague, mas também uma espécie de punk acústico que induzia a plateia em momentos ora de relaxamento, ora de galvanização. Como pontos altos deste espectáculo destaque para o original dos Joy Division, "Love will tear us apart", e para "To drunk to fuck" que criou uma ambiência de um certo hipnotismo esquizofrénico. Nota final para a afluência de público ao espectáculo, que garantiria um futuro risonho ao Hard Club que atravessa uma fase de alguma indefinição quanto à sua utilização para novos concertos. É tudo uma questão de promoção e de qualidade dos eventos apresentados. Caso o Hard Club venha a mudar de localização, facto quase certo nos próximos tempos, perde-se um dos clubes com mais carisma e qualidade para espectáculos ao vivo...para já não falar da fantástica vista sobre a Invicta. Reporternelson (para reportagem fotográfica do evento clique em "ler mais") |
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